Esta vida é um eterno rascunho, diariamente escrito, apagado e rasurado. Esta constante necessidade de aperfeiçoamento e redescoberta, nos torna mais atentos, nos dá mais sabedoria, nos transforma em seres menos imperfeitos! Por isso nunca desista de reescrever a sua vida, não importa que se engane e erre muitas vezes, pois tudo comporta aprendizado! A vida é isso mesmo, um livro aberto pronto a ser escrito. Que seja linda a sua história!.
domingo, 20 de novembro de 2016
Refúgio de mim - Por César Augusto Goular
Você está certo de que não tem o manual.
Ela acha que tem, mas não sabe aonde está.
Você gostaria de aulas prévias para entender como funciona.
Ela acha que tem Pós-Doutorado.
Você fica em dúvida sobre quando ligar, o que falar, o que propor.
Ela é a dúvida !
Você não conhece os seus limites, não sabe o quanto ainda pode fazer, o quanto pode suportar.
Ela acredita ter todos bem definidos e grifados.
Você não acha que é uma boa hora para ligar e falar sobre saudades, afinal, são 3:00 da manhã.
Ela, acorda ainda, escreve e reescreve, e apaga a mensagem que iria enviar, afinal, são 3:00 da manhã.
Você se pega escrevendo o nome dela no papel e acha esquisito, mas dá uma risada.
Ela se pega escrevendo o seu, no papel, no livro de receitas, no jornal, acha estranho e fica nervosa.
Você não entende como foi envolvido por ela.
Ela não acredita que se deixou envolver por VOCÊ !
Você faz planos, arquiteta convites, relembra de beijos e abraços, mas dorme.
Ela faz planos de compras, liga para a arquiteta, relembra o que precisa fazer no dia seguinte, mas não dorme, pensando em você.
Você acha divertido quando ouve a mesma música, mil vezes, só para lembrar dela.
Ela não suporta mais o casaco que você esqueceu e que traz o seu perfume inteirinho alí.
Você sua frio. Você treme. Você fica nervoso.
Ela tem borboletas na barriga.
Você não sabe como prosseguir.
Ela também não.
Ela acha que tem, mas não sabe aonde está.
Você gostaria de aulas prévias para entender como funciona.
Ela acha que tem Pós-Doutorado.
Você fica em dúvida sobre quando ligar, o que falar, o que propor.
Ela é a dúvida !
Você não conhece os seus limites, não sabe o quanto ainda pode fazer, o quanto pode suportar.
Ela acredita ter todos bem definidos e grifados.
Você não acha que é uma boa hora para ligar e falar sobre saudades, afinal, são 3:00 da manhã.
Ela, acorda ainda, escreve e reescreve, e apaga a mensagem que iria enviar, afinal, são 3:00 da manhã.
Você se pega escrevendo o nome dela no papel e acha esquisito, mas dá uma risada.
Ela se pega escrevendo o seu, no papel, no livro de receitas, no jornal, acha estranho e fica nervosa.
Você não entende como foi envolvido por ela.
Ela não acredita que se deixou envolver por VOCÊ !
Você faz planos, arquiteta convites, relembra de beijos e abraços, mas dorme.
Ela faz planos de compras, liga para a arquiteta, relembra o que precisa fazer no dia seguinte, mas não dorme, pensando em você.
Você acha divertido quando ouve a mesma música, mil vezes, só para lembrar dela.
Ela não suporta mais o casaco que você esqueceu e que traz o seu perfume inteirinho alí.
Você sua frio. Você treme. Você fica nervoso.
Ela tem borboletas na barriga.
Você não sabe como prosseguir.
Ela também não.
Refúgio de mim - Por César Augusto Goular
-Paulo Roberto Gaefke
Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos, aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores…. Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim. Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa. Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu . Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu “eu”, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida. Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.
-Paulo Roberto Gaefke
Ana de Quina
Sempre foi assim. Inesperado, sem pressas, sem medos e sem aviso. Num sopro de vento perdido por entre paisagens inesgotáveis de campos e montes e vida. Sempre foi assim este sentimento que viaja pelo tempo e nos transporta sem saber bem para onde. Onde quer que estejas tu, estou lá eu. Não vejo, não toco, mas sinto o que não sei mais de mim, de ti, disto. É esta paisagem que me absorve e me engole, sem pedir autorização, sem pedir nada em troca, sem esperar nada de mim ou de ti. É ela que nos abraça e nos faz sonhar. É ela que nos aconchega nas noites frias em que nos escondemos dos olhares mais atentos. É ela a nossa alma a correr em desejos que se perdem pelo tempo. O tempo, esse tempo que passa e não volta e nos mantém vivos, presos num momento único onde só tu e eu podemos ser um para o outro. Simplesmente quero-me perder, fugir dos meus pensamentos, correr para onde não fui e ser livre. Sempre foi assim.
Ana de Quina
Somos todos feitos de palavras.
Somos todos feitos de palavras.
As palavras preenchem abismos. São pontes de madeira e aço fino. Somos todos em forma de palavras. Palavras machucam, doem, cortam. Anunciam a paz para logo poderem declarar a guerra. As palavras são muito mais do que palavras. Há palavras sonoras e palavras murmúrios. Palavras meigas revoltam-se, subitamente bruscas. Raras são de confiar sem todos os cuidados, deslizando de sentido em sentido conforme o mundo por onde se movem. Há palavras que mostram o que outras escondem, palavras abertas e palavras fechadas. Íntimas e envergonhadas ou então sonoras numa insuportável gritaria. Há palavras que incendeiam almas, prisões, países. As mais verdadeiras e humildes andam sozinhas, têm raras amigas, são postas de lado. Por vezes meia palavra basta, por vezes palavra e meia não chega para nada. Uma mesma palavra para sempre repetida, todas as outras congeladas dentro de um frigorífico. Uma palavra insistente, duas palavras e é o fim do mundo. Sem palavras é o silêncio. O silêncio sem o qual não haveria palavras, que precisam constantemente de estacar para depois recomeçar. O silêncio de que são feitas as palavras.
por_Pedro Paixão.
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